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O Departamento de Educação Popular coordenado por Marise Fagundes, em parceira com o Departamento de Comunicação Visual e Marketing coordenado por Cris Dieguez, lançou a campanha "Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica - Uma denúcia silenciosa"!

Infelizmente o isolamento social por causa da pandemia de Covid-19 agravou a situação, aumentou o número de feminicídios e registros do 190 para atendimentos relativos à violência doméstica. Para muitas pessoas, principalmente em situação de vulnerabilidade, ficar em casa tem sido perigoso. Para as mulheres vítimas de violência doméstica, o isolamento tem representado risco à integridade física, moral, psicológica, sexual e patrimonial, pela proximidade de seus agressores, agravado pelo incremento no consumo de álcool e drogas e pelas tensões psicológicas e econômicas mais evidentes.

Isso levou à criação do sinal vermelho contra a violência doméstica. Trata-se de forma silenciosa de denúncia colocada à disposição da vítima que, na primeira oportunidade que consegue sair de casa, apresenta o sinal vermelho na palma da mão, feito com batom ou qualquer material disponível, permitindo que somente com informação de seu nome, endereço e número de telefone (se houver), seja acionada a polícia militar, para o acolhimento e demais providências pertinentes. O direito ao sigilo e à privacidade será observado na campanha, que tem por principal objetivo conferir às vítimas que, de suas casas não conseguem pedir auxílio, acesso ao sistema de justiça e à rede de proteção.

 

Você conhece os tipos de violência doméstica?

A violência doméstica e familiar consiste em qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. (art. 5º da Lei Maria da Penha – Lei nº 11.340/06).

• Física: qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;

• Psicológica: qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade etc.;

• Sexual: qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo etc.;

• Patrimonial: qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;

• Moral: qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

 

Ciclo da violência contra a mulher

A violência doméstica apresenta um padrão cíclico, com atitudes que costumam se repetir, cada vez com maior violência e menor intervalo entre as
fases. 

Fase 1 - Tensão: conflitos, insultos, xingamentos e ameaças, algumas vezes recíprocos.

Fase 2 - Agressão: o agressor atinge a vítima com empurrões, socos, pontapés e até objetos.

Fase 3 - Lua de Mel - Reconciliação: o agressor muda o comportamento, pede perdão, fica carinhoso e oferece presentes.

 

Caso você já tenha sofrido uma violência doméstica, de qualquer tipo, busque ajuda e não tenha vergonha de fazer isso, a CULPA NÃO É SUA!

Nenhum ato de violência é justificável!

Tenha cuidado para não entrar no ciclo da violência, pois isso pode levar a outros tipos de violência ou até mesmo ao feminicídio, que é a morte da mulher só por ela ser mulher!

 

180 - Central de Atendimento à Mulher

O que é?
• Serviço de utilidade pública confidencial (preserva o anonimato).

O que faz?
• Recebe denúncia de violências;
• Orienta mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente;
• Encaminha as mulheres para outros serviços quando necessário.

Como funciona?
• Serviço 24h, todos os dias da semana, inclusive durante a pandemia da COVID-19.

Como acessar?
• Por meio do número de TELEFONE 180, do fixo ou do celular;
• LIGAÇÃO GRATUITA de qualquer lugar do país;
• Por MENSAGEM ELETRÔNICA para o endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e também pelo aplicativo “Proteja Brasil”;
• Pelo SITE DA OUVIDORIA ONLINE: https://ouvidoria.mdh.gov.br/

Outras formas de pedir ajuda:
• Polícia Militar – disque 190
• Corpo de Bombeiros – disque 193
• Polícia Civil – atendimento presencial ou on line
• Ministério Público
• Defensoria Pública
Lagoa Voluntário no Hospital Federal da Lagoa

 

O Brasil ocupa a 5º posição no ranking de países mais violentos contra a mulher e a denúncia da violência é muito importante na alteração desse quadro. Medo, tristeza, vergonha, impotência, são sentimentos que, dentre outros, levam as mulheres a não denunciar a violência e permanecer no ciclo de violência.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), apenas 40% das mulheres que sofrem violência buscam ajuda, relatam suas experiências a mecanismos formais devido à vergonha, medo de represálias ou falta de conhecimento sobre como acessar a ajuda disponível.

A mulher não é culpada pela violência e somente com a denúncia a rede de enfrentamento pode atuar, utilizando os mecanismos existentes para retirá-la do contexto de violência.

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 Fonte: Cartilha para as mulheres vítimas de violência doméstica da AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros. 

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