O ledor atua em ambiente hospitalar de internação, preferencialmente à tarde, fora dos horários institucionais das visitações. Em verdade a proposta de ler é apenas o mote para a abordagem inicial, pois, em verdade, o voluntário é treinado para ouvir. Quem tem necessidade de contar história são os pacientes internados. Estimula-se a construção de vínculo com a repetição das visitações enquanto o paciente estiver internado no HFL.

Esse trabalho depende do olhar e da sensibilidade das enfermeiras. São elas que nos indicam os pacientes que necessitam da visita dos Ledores.

Muitas vezes, face ao trabalho cotidiano intenso dos afazeres, não têm disponibilidade de atender às demandas de caráter emocional dos pacientes. Também contribuem com o trabalho pelo fato de que sinalizam quais os leitos apresentam restrição de visita, por conta da infecção hospitalar. Temos então uma expressão da conectividade entre a equipe de enfermagem e os voluntários na atenção humanizadora do cuidado integral aos pacientes internados.  

Basicamente, o voluntário tem como objetivo ajudar o doente a organizar seu material conflitivo angustiante, diferenciando os problemas da instância familiar dos de sua estada hospitalar decorrentes do advento da doença. O voluntário não tem procuração para resolver os problemas do paciente; pelo contrário, deverá orientá-lo a se posicionar frente à enfermagem ou ao médico na busca de soluções para suas dúvidas ou queixas. Inclusive o canal das Ouvidorias deve lhe ser indicado como instância mediadora.

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